resenhas category image (Resenha + Vídeo) Eu, robô, de Isaac Asimov 19/02/15

PRIMEIRA2

Eu, robô foi meu primeiro contato com ficção científica, eu nunca tinha lido nada do gênero, muito menos me interessado pelo assunto robôs. Foi com um pouco de estranheza que comecei a leitura, seguido de um entusiasmo crescente durante o desenrolar dela. No livro, temos uma compilação de 9 contos interligados em ordem quase cronológica, em sua maioria memórias da doutora Susan Calvin, psicóloga roboticista da U.S Robots em entrevista a um jovem jornalista que está pesquisando sobre a história da empresa.

A U.S Robots, no enredo indústria inventora da robótica, contou com a participação ativa da doutora Calvin desde muito cedo, de modo que ela acompanhou de perto o desenvolvimento das máquinas desde os primeiros protótipos, até os mais evoluídos. Os contos, dessa forma, obedecem a evolução dos robôs, com histórias que vão desde autônomos babás, passando por robôs capazes de ler mentes, até aqueles cuja inteligência supera a dos seus criadores, podendo tomar decisões mais adequadas para o bem da humanidade, sem necessariamente precisar do aval dela para isso.

EDITADO
Cada enredo mescla também, como ocorre a recepção da humanidade a cada progressão ocorrida, sua relação com os robôs tal como aceitação, desconfiança ou até mesmo medo diante do possível antagonismo homem x máquina. Tudo isso se baseando nas três leis essenciais da robótica, bem como suas implicações na resolução de determinadas disfunções durante os contos:

“1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano venha a ser ferido;
2ª Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Lei.”

UTS

No panorama futurista traçado pelo Isaac, temos uma visão quase humanizada desses “seres”, em uma linguagem agradável e descontraída. Embora apresente um tema relativamente complexo, de carga científica, atmosfera dos contos é leve, curiosa e até certo ponto didática, conseguindo deixar até o mais leigo dos leitores ávido pelo assunto. Os robôs aqui adquirem personalidade e importância, e graças ao talento narrativo do Asimov, conseguem ser inseridos em nosso mundo de maneira bastante coerente e verossímil, capturando aspectos lógicos e emocionais ou até mesmo críticos da sociedade em que vivemos.

A caprichada edição retratada nas fotos foi editada pela editora Aleph no final do ano passado, e além dos 9 contos do autor, conta ainda com um capítulo extra em que o Asimov – hoje considerado um percussor da ficção cientifica – explica como ocorreu o processo de criação das histórias, suas motivações, bem como o processo de edição do livro. Eu, robô é, por fim, um livro de qualidade única, que equilibra um assunto naturalmente envolvente com a maestria de um autor com capacidade literária extraordinária.

Título original: I, Robot
Editora: Aleph
Gênero: Ficção científica
Número de páginas: 320
Avaliação: ★★★★★
Cedido em parceria com a editora Aleph

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Postado em 19/02/15 por brendalorrainy



brendalorrainy
19 anos. Criadora do CDI é estudante de administração com inclinação para o setor editorial. Tem uma queda por felinos, por quadrinhos e pela combinação tinta e papel. Adora criar metas o tempo inteiro e estranhamente odeia dormir. Também detesta café, tem tendência ao caos e morre de medo de altura. É viciada em Friends e em qualquer coisa que a faça rir.
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