aleatoriedades category image Do tempo da vovó: o melhor dos filmes antigos! 23/01/15

dibujosdecineparaimprimir5
Cinema. Eis uma palavrinha que desperta variadas emoções e lembranças. Boas lembranças. Surgida no fim do século XIX e hoje gigantesca e bilionária, a sétima arte faz parte da vida de todos nós. Seja você um cinéfilo assumido, que passa horas frente a telona ou alguém que só assiste um filminho vez ou outra para relaxar, não importa: o cinema já te fez sorrir.

Desde a primeira projeção com os Irmãos Lumière, a fábrica de sonhos percorreu um longo e árduo caminho. Atualmente, conta com tecnologia de ponta e efeitos fantásticos que deixam qualquer um boquiaberto. Não há limites para o cinema. Ainda assim, é  fácil notar que indústria cinematográfica hoje se dedica a recriar o velho, se sustenta em partes de remakes e adaptações. E o antigo: a história, os três últimos séculos e suas culturas marcantes, o vintage, me fascinam.

Pode apostar que os roteiros, atores e diretores mais incríveis surgiram lá, no passado. Antigamente, quando recursos eram escassos e a televisão mal existia, os muitos esforços resultaram em obras primas. Se quer fugir da mesmice e conhecer filmes que marcaram época e até hoje influenciam nossa sociedade, confira minhas dicas de cinema clássico!

Cinderela em Paris 

FUNNY

Lançado no fim dos anos 50, Cinderela em Paris, traz uma história fofa e inusitada sobre moda e amor. Audrey Hepburn é uma mocinha intelectual e teimosa, Fred Astaire, um fotógrafo charmoso. Juntos percorrem Paris, tirando fotos em pontos turísticos memoráveis da capital francesa. Audrey, eterna Bonequinha de Luxo, aqui está no auge de sua beleza e elegância. Ao lado de Astaire, o rei do sapateado, forma uma dupla encantadora. É impossível não suspirar com os dois, com os cenários, figurinos e músicas delicadas. Para ver e viajar até a Paris cheia de luzes de outro tempo.

O mágico de Oz

magico-de-oz-01

O ano 1939 marcou o mundo. O início da Segunda Guerra Mundial, ano de E o vento levou, O mágico de Oz, de quando o universo de Dorothy, Totó, homem de lata, espantalho, saiu das páginas do livro que marcou gerações, indo diretamente para as telonas. Um filme doce, colorido, cheio de efeitos extremamente inovadores para a época. Uma Judy Garland jovem e inocente emociona e canta a música que a tornaria lenda, Over the rainbow, sonhando com lugar melhor, sem problemas, longe das turbulências do mundo real. Judy, com seu vozeirão, simpatia e o talento imenso, mais tarde se tornaria a rainha dos musicais, dentre eles os famosos Agora seremos felizes e Nasce uma estrela.

Cabaret

M8DCABA EC013

Bem vindo ao Cabaret, aos submundos de Berlin. Lá habitam Sally, cantora decadente que sonha em ser atriz famosa, o pacato professor de inglês, o milionário sem escrúpulos. Cabaret é um espetáculo, literalmente, com seus números musicais ácidos, criticando brilhantemente a sociedade. De altos e baixos, oferece outra ótica da inconstância, o medo e a confusão da Alemanha de Hittler: a visão dos estrangeiros, judeus, a juventude acuada. Liza Minnelli fabulosa, herdeira do talento da mãe Judy Garland, se consagra e confunde a sua personagem icônica, Sally. Os olhos negros e a excentricidade lhe renderam um Oscar. Sua presença forte toma conta de todo o filme, fenomenal a cada minuto.

O garoto 

thekid-chaplin

Os filmes mudos do incrível Charlie Chaplin atravessaram um século inteiro com temas profundos, sempre atuais. Indo além de títulos como Tempos Modernos, O grande ditador, O garoto conquista por sua simplicidade e doçura. O atrapalhado Carlitos adota sem querer um bebê e vive as mais loucas situações com o garotinho que aprende a amar. Filme curto, leve, diferente dos outros de Chaplin. Nele não há as fortes mensagens políticas e sociais, só amor do início ao fim, cenas fofas, trilha sonora linda. Temos Mary Pickford como uma mãe sofredora, que junto do vagabundo e o menino, sem dizer uma única palavra, há quase cem anos conseguem emocionar e aquecer corações. 

Guarda Chuvas do amor

the-umbrellas-of-cherbourg-free-to-view-on-january-17

Dê o play e em uma hora e meia viaje até uma França colorida e musical, onde seguimos os passos de uma menina que pouco a pouco descobre as dores e alegrias da vida e principalmente, do amor. Les parapluies de Cherbourg de Jacques Demy marca a estreia de uma das mulheres mais lindas do cinema, Catherine Deneuve. Cath e sua beleza loura, típica dos anos 60, se misturam com a trama sutil, melancólica, repleta de  cores e doçura. Apesar de ser todo cantado, o filme não é cansativo; a trilha de Michel Legrand tocada do início ao fim é um charme só. Então corre e confere esse espetáculo aos olhos, ouvidos e alma que nos traz drama, romance e magia diretamente de 1964.

O que aconteceu com baby Jane?

baby janeEsse clássico do suspense traz duas das maiores e mais polêmicas estrelas do cinema americano, Bette Davis e Joan Crawford, como as irmãs Jane e Blanche e suas doentias e decadentes vidas. A trama agoniante e desesperadora revela os estragos psicológicos causados por Hollywood.Nela, as duas grandes atrizes já envelhecidas, roubam nosso fôlego, são impecáveis. Crepúsculo dos deuses e os longas do mestre Hitchcock, se assemelham e são tão geniais e incômodos quanto o filme. Mas, se queres viver horas de pura tensão e angústia, assista O que aconteceu com Baby Jane?!

E então? Já viram algum da listinha? Gostaram? Acrescentariam algum filme? Conte pra gente!

5 comentários
Postado em 23/01/15 por Geovanna Ferreira



Geovanna Ferreira
Mineira, blogueira, sonhadora, leitora. A arte: música, literatura, cinema e vintage move a alma dessa garota retrô perdida nesse século. Falar sobre história, séc XIX, XX, Old hollywood, artistas, livros, filmes e tudo que seja cultura vintage já é mais que paixão! Ela não resiste ao charme das épocas antigas assim como é apaixonada em uma boa leitura no passado, histórias grandiosas e emocionantes para ler, chorar e amar.
Deixe aqui seu comentário!

CommentLuv badge


5 comentários »
23/01/2015 às 22:47
Você já comentou 6 vezes.

De todos o que conheço e assisti e é lindo é o Mágico de Oz. Amo filmes antigos, depois vou ver se assisto outros dessa lista sua.

[Responder]


25/01/2015 às 19:29
Visitante assíduo e já deixou 40 comentários.

Adoro assistir clássicos!
e acho que minha meta de vida é conseguir assistir todos os filmes do meu livro 1001 filmes para ver antes de morrer, mas ainda falta quase 700!!!
da sua lista só vi O Mágico de Oz, e faz muito tempo!
tenho muita curiosidade para assistir O que terá acontecido com Baby Jane?

[Responder]


26/01/2015 às 08:23
Você já comentou 2 vezes.

Nossa, gostei muito desse post, já assisti muito Charlie Chaplin. Cheguei a ler um livro com toda a biografia de Carlitos, que por sinal teve uma morte muito bonita!

Abraço!

Monteirinho.

[Responder]


27/01/2015 às 00:03
Comentou pela primeira vez, boas vindas!

Oi Geovana!
Adoro filmes antigos e concordo plenamente: o cinema era outro quando haviam menos recursos tecnológicos e os diretores e atores precisavam encontrar outros artifícios para contar suas histórias.
Da lista, assisti “Cinderela em Paris” e “Crepúsculo dos Deuses” que você também mencionou. Hitchcock, para mim, é incomparável.
Beijos
alemdacontracapa.blogspot.com

[Responder]


05/02/2015 às 08:26
Visitante assíduo e já deixou 110 comentários.

Geovanna! QUe post in-cri-vel! Adorei cada dica, só vi O Mágico de Oz e O Garoto da sua lista e todos já estão anotados. Adoro filmes clássicos, o olhar do diretor, o encanto das atuações, a beleza natural dos artistas – sem silicone e recursos extraordinários de maquiagem… rs. Claro que Oz é uma perfeição para a época, assisti várias vezes e não resisto a mais uma vez…
Valeu mesmo!
Beijo!
Ler para Divertir

[Responder]