resenhas category image [Resenha] – Insurgente, Veronica Roth 06/07/14

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Nome: Insurgente
Autor(a): Veronica Roth
Editora: Rocco
Número de páginas: 512
Ano: 2013
Avaliação geral: ★★★★☆
Cedido em parceria com a Editora Rocco

Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

RESENHA LIVRE DE SPOILERS DE DIVERGENTE

Segundo volume da série Divergente, Insurgente tem início imediatamente após Divergente ter seu fim. Dados os acontecimentos do último livro o ambiente está turbulento, tanto a nível pessoal – já que os personagens estão fragilizados e emocionalmente desgastados – quanto no que se refere a estrutura do sistema: as facções revelam pouco a pouco sua vulnerabilidade de manutenção.

Embora Insurgente aparente ser mais dinâmico que seu antecessor, pois reviravoltas acontecem com mais frequência e a troca de cenários é constante, senti falta de desenvolvimento efetivamente válido. Como se a história agisse tal um Ioiô, um vai e volta sem resultado, nem sentido. Se em Divergente me vi eletrizada a cada página, o banho-maria de Insurgente manteve a história a níveis aceitáveis apenas.

Os personagens também sofreram baixa, Tris se transformou em uma narradora chata, presa demais aos próprios dramas para conseguir situar bem o leitor sobre os pontos de vista dos companheiros ao redor. Passei o livro inteiro tendo dificuldades de lidar com os atos impulsivos tomados por ela, eu não concordava com sua posição egoísta em detrimento ao grupo, e isso resultou que mesmo em momentos que a razão estava com Tris, assumi postura defensiva.

Por outro lado, Insurgente aprofunda de forma válida o modo de vida de cada facção, então o leitor consegue entender de maneira mais abrangente e detalhista as bases que delineiam o sistema a níveis práticos: tanto o funcionamento interno, como a maneira que elas (as facções) se relacionam entre si. Fica cada vez mais evidente, especialmente entre os personagens, as dificuldades de condicionar pessoas a agirem em prol de causas tão restritas, ao mesmo tempo em que a perspectiva de dissolução das facções provoca uma esperável insegurança psicológica.

Apesar de possuir falhas, Insurgente ainda se molda uma leitura válida. É inevitável admitir que a sombra de Divergente atua como elemento ofuscador, mas foi aqui que o enredo tomou dimensão, ganhou escopo e características essenciais as distopias. Além disso, do meio para o fim do livro as coisas começam a ficar de fato interessantes, com um clímax digno de deixar qualquer leitor desesperado pelo volume sucessor.

DESIGN: ★★★★★
IMPACTO: ★★★★☆
NARRATIVA: ★★★☆☆

6 comentários
Postado em 06/07/14 por brendalorrainy



brendalorrainy
19 anos. Criadora do CDI é estudante de administração com inclinação para o setor editorial. Tem uma queda por felinos, por quadrinhos e pela combinação tinta e papel. Adora criar metas o tempo inteiro e estranhamente odeia dormir. Também detesta café, tem tendência ao caos e morre de medo de altura. É viciada em Friends e em qualquer coisa que a faça rir.
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6 comentários »
09/07/2014 às 13:57
Comentou pela primeira vez, boas vindas!

Meu deus! Acabei caindo aqui no seu blog sem querer e estou apaixonado por esse seu layout! Parabéns pelo trabalho. :D
Paulo Rezende postado recentemente..Você usaria? Coleção de outono/inverno 2014 do Jeremy Scott para a AdidasMy Profile

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09/07/2014 às 20:18
Visitante assíduo e já deixou 15 comentários.

Concordo bastante com o que tu disse. Eu pessoalmente me senti muito vidrada em Divergente, em Insurgente embora tenha comido o livro, não senti tanta fixação e Convergente eu vou ficar calada pq to magoada ainda.
Enfim, Divergente pra mim é o melhor dos 3 livros, mas a série é uma das que mais gostei.

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09/07/2014 às 20:20
Visitante assíduo e já deixou 146 comentários.

“A síndrome dos segundos volumes”
Geralmente eles me decepcionam um pouco também. Os primeiros sempre são mágicos porque ainda estou “entrando” no universo dos personagens, do enredo… Existe toda uma atmosfera de encantamento com tudo. Os segundos volumes para mim são como segundo dia de aula de quando era criança: é onde eu começo a notar as ciladas e falhas. Pelo menos é o que acontece comigo. kkkkk
Aguardemos os próximos volumes.

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09/07/2014 às 20:27
Comentou pela primeira vez, boas vindas!

Espero que o filme seja bem dinâmico e surpreenda as baixas do enredo.

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10/07/2014 às 00:49
Você já comentou 7 vezes.

Esse segundo não me surpreendeu tanto, o primeiro foi bem melhor!

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10/07/2014 às 21:54
Visitante assíduo e já deixou 30 comentários.

Amei a resenha.. Vou ler o livro! Beijos

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