listas-2 category image Sete (incríveis) motivos para viver entre livros 04/06/13

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O texto abaixo foi retirado na integra da coluna do Danilo Venticique na Revista Época. E achei tão incrível que não resisti a compartilhar com vocês. Espero que apreciem tanto quanto eu. As imagens foram acrescentadas por mim como complemento. Ao final do post segue o link para o texto original.

Sete motivos para viver entre livros

Poucas compulsões de consumo são tão bem vistas socialmente quanto o desejo de acumular livros. Ao contrário dos admiradores de sapatos, perucas, miniaturas ou outros bens de consumo supostamente fúteis, que são forçados a dedicar-se a suas paixões de forma quase clandestina para escapar do julgamento alheio, fãs de livros podem disfarçar seu descontrole consumista como uma implacável sede de conhecimento.

O advento dos livros digitais tornou a vida do aspirante a bibliófilo ainda mais fácil. Se antes era necessário enfrentar as barreiras do espaço, hoje uma biblioteca de dezenas de milhares de exemplares cabe no bolso de qualquer paletó, ou mesmo num celular. Um cartão de memória do tamanho da unha de um dedão pode armazenar mais de trinta mil livros – um acervo equivalente feito de papel exigiria um apartamento inteiro para abrigá-lo. O custo também deixou de ser um empecilho. É possível encontrar uma infinidade de obras disponíveis gratuitamente na internet, em domínio público, e o preço dos exemplares novos, sobretudo os importados, é um convite à compra por impulso.

A escolha entre os livros físicos e os digitais é uma questão de gosto, e um detalhe irrelevante diante da meta de formar a biblioteca ideal. Na busca por esse objetivo, tanto os fanáticos por tecnologia quanto os fetichistas do papel têm de se render aos ensinamentos dos grandes colecionadores do passado. O tradutor e editor francês Jacques Bonnet, dono de um acervo de mais de quarenta mil volumes, é uma das maiores autoridades no assunto. Sua coletânea de ensaios Fantasmas na biblioteca (Civilização Brasileira, 160 páginas, R$ 29,90), recém-lançada no Brasil, reúne nove textos sobre seu amor pelos livros. Qualquer comprador compulsivo de literatura deveria fazer o enorme sacrifício de acrescentá-la a sua coleção. Com base nos ensaios de Bonnet, elaborei uma lista com suas sete principais razões para viver entre livros. Elas valem tanto para quem já se dedica à formação da biblioteca perfeita quanto para quem apenas gosta de livros, e estava à procura de uma desculpa para transformar seu apreço em loucura.

1) O prazer da posse

Aprendemos a ler na infância e, se conseguirmos escapar das inúmeras outras tentações que roubam a atenção das crianças, é possível desenvolver desde cedo uma paixão pela literatura. A compulsão por livros, porém, só chega mais tarde. Nossa velocidade de leitura se mantém constante, o tempo dedicado a ela se torna escasso e passamos a comprar mais livros do que somos capazes de ler. É uma decisão questionável, ao menos do ponto de vista econômico. “Livros são caros na compra; não valem nada na revenda; são caríssimos quando queremos encontrá-los e estão esgotados˜, escreve Bonnet. O custo é compensado pelo prazer da sensação de posse. Mesmo o exemplar não lido é, de certa forma, conquistado por seu dono. Ou, como diria Bonnet, “também foram ‘lidos’ de um certo modo, estão classificados em algum lugar do meu espírito como na minha biblioteca.” Apesar de prazeroso, o acúmulo de livros não lidos é uma atividade que requer cuidado. Fantasmas na biblioteca reproduz o aviso de Sêneca: “Que me importam esses inumeráveis livros e essas bibliotecas, cujos proprietários, durante toda a vida, mal leram as etiquetas?” Por mais que a compra compulsiva de livros seja bem-vista, a meta final deve ser sempre a leitura,ainda que num futuro distante.

2) O flerte e a culpa

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A falta de espaço ou de dinheiro podem frear a expansão de uma biblioteca pessoal, mas o maior inimigo do acúmulo de livros é a culpa. Quando a pilha de exemplares comprados e não lidos cresce, até o bibliômano mais perdulário começa a se sentir culpado por seus flertes. Felizmente, os ímpetos de racionalidade não costumam resistir a uma visita à livraria, ou mesmo a alguns minutos diante do computador. Faço uma confissão, certo de que meu caso não é o único. Num dia 31 de dezembro, ao perceber que a quantidade de livros não lidos em meu leitor digital e em minha estante seria suficiente para algumas décadas de leitura, prometi não comprar livros durante o ano seguinte. A promessa foi quebrada antes do fim de janeiro, quando o site de uma livraria anunciou uma promoção imperdível – a primeira de muitas naquele ano. Descobri que a resistência a comprar novos livros só aumenta o prazer de ceder à tentação. Os motivos que fazem um leitor se deixar vencer pelo flerte são os mais variados. Bonnet revela que, em sua juventude, comprou um exemplar de Lolita, de Nabokov, só porque gostou da capa, e se rendeu a O lobo da estepe, de Herman Hesse, por causa do título misterioso, mesmo sem conhecer o autor. Embora alguns livros sejam comprados depois de longos namoros, a maioria chega às estantes graças a essas paixões à primeira vista que, após a compra, se transformam em relacionamentos duradouros.

3) O apego inexplicável

Se compramos livros seguindo critérios quase irracionais, cedo ou tarde nos tornamos vítimas de nossos instintos e maculamos nossas coleções, grandes ou pequenas, com obras de baixa qualidade. Isso nos força a escolher entre o prazer de possuir um livro, mesmo ruim, e a vontade racional de passá-lo adiante e abrir espaço para outro volume, mais adequado às nossas expectativas. Nessas batalhas contra a razão, o desejo de preservação do acervo raramente é derrotado. “A escolha do que se deve guardar ou rejeitar requer uma energia que eu sempre economizei”, diz Bonnet. “Quem sabe se, no futuro, não terei necessidade de uma obra que, na hora, achei medíocre?”

4) O bibliotecário em cada um de nós

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Os entusiastas do livro digital têm, aqui, um trabalho (e um passatempo) a menos do que os admiradores dos livros de papel. Em leitores digitais como o Kindle ou o Kobo, bastam alguns cliques para organizar toda sua coleção por título, data de leitura ou nome do autor. Os átomos são muito mais indóceis que os bits. Domar uma estante de pequeno ou médio porte exige no mínimo uma tarde de trabalho. Organizar uma coleção de milhares de volumes é uma tarefa para a vida inteira. Além do esforço braçal necessário para remover os livros das prateleiras e reorganizá-los, há o esforço intelectual de escolher entre vários critérios de organização. Ao contrário dos arquivos digitais, os livros de papel aceitam uma infinidade de classificações. Bonnet reproduz uma lista elaborada pelo romancista francês Georges Perec. Segundo ele, é possível organizar os livros por ordem alfabética (de título ou nome do autor), por continentes ou países, por cores, por data de aquisição, por data de publicação, por formatos, por gêneros, por grandes períodos literários, por línguas, por prioridades de leitura, por encadernações e por séries. Em seguida, Bonnet expõe as falhas de cada um desses critérios e volta a citar Perec: “Nenhuma dessas classificações é satisfatória em si mesma. Toda biblioteca se ordena a partir de uma combinação dessas classificações.”

5) A força dos hábitos

Os acumuladores de livros podem ser divididos em dois grupos. Alguns tratam seus exemplares com reverência. Outros encaram os livros como meros objetos de estudo e trabalho. Os membros do primeiro grupo tentam manter ao máximo o estado de conservação das obras. Ao abrir um volume da coleção de um deles (com a devida autorização do dono, acompanhada de instruções de manuseio), é difícil notar traços de contato com mãos humanas. Os elementos do segundo grupo são facilmente reconhecidos por suas estantes cheias de exemplares castigados pelo uso e repletos de anotações. Bonnet se enquadra no segundo grupo. “Escrevo em meus livros, a lápis, com caneta hidrográfica ou esferográfica. Aliás, não consigo ler sem alguma coisa à mão.” Os conservacionistas podem se gabar do fato de que suas coleções sobreviverão por mais tempo. Os anotadores compulsivos têm o privilégio de reler suas anotações anos depois de feitas, como recados ao leitor futuro numa máquina do tempo.

6) Memórias e fantasias

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Embora a presença opressora dos livros comprados e não lidos iniba esse comportamento, é inevitável reler alguns exemplares que insistem em sair da estante para a cabeceira. Ao abrir um livro já lido, revisitamos não apenas as palavras do autor, mas também nosso próprio passado. O estado de espírito que tínhamos na primeira leitura ressurge na leitura seguinte, mesmo depois de muitos anos. Reler é discutir consigo mesmo, e muitas vezes discordar de julgamentos do passado. Bonnet cita o exemplo do escritor modernista Paul Morand, cujo estilo o encantara aos 20 anos, mas tornou-se insuportável numa releitura depois dos 60. Quem acumula enormes pilhas de livros não lidos depara com outro prazer da memória, mais melancólico: o de se emocionar pela primeira vez com um exemplar comprado há muitos anos e imaginar o que teria sido diferente em sua vida se o tivesse lido na primeira oportunidade. Quanto maior a lista de obras a ler, mais numerosas são as vidas paralelas. Se suas leituras não têm qualquer influência sobre suas decisões e seu modo de viver, você está lendo os livros errados.

7) O dom de esquecer

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Por maiores que sejam as estantes, ou o espaço nos discos rígidos, a tarefa de processar o conteúdo (ou ao menos as capas e títulos) de uma coleção de livros cabe, em última instância, à mente do leitor – um instrumento fascinante, mas pouquíssimo confiável. Com o passar dos anos e o acúmulo dos livros nas prateleiras e na memória, obras que lemos com atenção podem ser quase totalmente esquecidas. Bonnet cita Pierre Bayard, autor de Como falar dos livros que não lemos, para explicar essa fraqueza. “É, antes de tudo, difícil saber com precisão se lemos ou não um livro, pois a leitura é o lugar do evanescente”, diz Bayard. Ao conversar com outro leitor sobre um livro que já lemos, não é raro perceber que deixamos de notar aspectos cruciais da obra, ou que apagamos trechos inteiros da memória. Se escolhermos o texto certo e esperarmos tempo o bastante para que a memória comece a nos trair, cada releitura da mesma obra pode ser uma experiência totalmente nova. Mesmo quem vive entre quarenta mil livros é capaz de perder-se num só.

Fonte

29 comentários
Postado em 04/06/13 por brendalorrainy



brendalorrainy
19 anos. Criadora do CDI é estudante de administração com inclinação para o setor editorial. Tem uma queda por felinos, por quadrinhos e pela combinação tinta e papel. Adora criar metas o tempo inteiro e estranhamente odeia dormir. Também detesta café, tem tendência ao caos e morre de medo de altura. É viciada em Friends e em qualquer coisa que a faça rir.
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29 comentários »
04/06/2013 às 21:37
Visitante assíduo e já deixou 64 comentários.

Que texto incrível! O 3º motivo, é tão eu! hahaha “Mesmo quem vive entre quarenta mil livros é capaz de perder-se num só.”, simplesmente amei essa frase! É tão a minha cara também, a gente se perde em um livro e quando acaba fica meio que aquele vazio D: Mas é uma das melhores sensações do mundo, se deixar ser envolvido dessa forma.

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04/06/2013 às 21:40
Visitante assíduo e já deixou 18 comentários.

Ótimo artigo. Eu desde criança gosto de ler, eu sempre aproveitava da biblioteca da escola para ler. Acho os livros impressos melhores, mas os digitais tem lá suas vantagens.
Comprar livros e não ler é algo que eu não faria, acho mesmo que eu só compraria um livro se eu fosse ler.

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04/06/2013 às 22:56
Visitante assíduo e já deixou 75 comentários.

Oh Deus, citou tudo! Me sinto assim com tudo! Apego inexplicável, aquela vontade de dar uma de bibliotecária, ter um monte pra exibir nas prateleiras? Ah, eu sou assim! E na hora de esquecer um pobre título? Tenho tantos que nem li e as vezes vejo ali e dou aquele grito de ai meu Deus eu esqueci de você! xD
As loucuras de leitor…

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04/06/2013 às 23:17
Visitante assíduo e já deixou 18 comentários.

Entendo todas essas razões! nossa é tudo tão intenso, pq não é simplesmente ter um livro é ter uma outra parte de vc que se torna tão importante! Mas tenho que confessar que as vezes a culpa me consome, tenho uns 10 livros que não li ainda, entre eles a serie do herói perdido do Rick Riordan o qual estou louca para ler, enfim, mas mesmo tendo livros que eu quero muito ler sem ter lido eu morro de vontade de comprar outras dezenas, mesmo sem dinheiro, e fico nessa tortura de me controlar quando o que eu mais queria era poder ter todos ao mesmo tempo!

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05/06/2013 às 01:13
Visitante assíduo e já deixou 53 comentários.

Amei o texto! O prazer da posse (1) e o flerte e a culpa (2)estão em constante debate em minha vontade de ter mais livros e a quantidade de livros não lidos na minha estante. Nesse mês de junho vou tentar não comprar mais nenhum livro nas promoções irresistíveis da Submarino rs
Meu sonho de consumo é ter uma biblioteca em casa, com os livros conservados e minhas memórias de tê-los lidos =)

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05/06/2013 às 09:44
Visitante assíduo e já deixou 146 comentários.

Que texto lindooo!!!
É mesmo, o prazer da posse é incrível. =)
Também sonho em ter um cantinho só meu para chamar de biblioteca e ter regras rígidas para quem ousar pegar emprestado jamais cair na bobagem de riscar/dobrar/marcar os meus ‘bebês’. hahaa
Agora eu discordo totalmente de usar marcador e fazer anotações no próprio livro. Acharia mais aceitável fazer anotações numa folha a parte e manter junto ao livro em questão.
Adorei mesmo.
Bj

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05/06/2013 às 11:00
Visitante assíduo e já deixou 41 comentários.

Que texto bacana! Então… rsrsrs sou uma louca. Gasto muito com livros, as vezes fico realmente culpada, ás vezes olho pra eles e chego até a salivar de tanto gosto por ter meus queridinhos ali perto de mim, dizer que são meus!! Realmente, o espaço se torna um vilão na história, por isso, me aderi aos ebooks (tenho mais de 1000) para dar uma aliviada. Mas sinceridade, não é a mesma coisa que ter os livros físicos. Ainda fico com o papel.

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05/06/2013 às 11:20
Visitante assíduo e já deixou 45 comentários.

Não me identifiquei com nada escrito (MENTIRA!)
Meu Deus, ele vive aqui em casa, é?! Hahahahaha
Ah, são tantos livros que eu tenho pra ler. Tantos. E não paro de flertar os novos livros que são lançados todos os meses. Eu peço perdão! Mas eu não consigo :,(
Um dia eu faço um quarto em minha casa que só terão: estantes, livros e uma cama para mim!!

Amei o post!

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05/06/2013 às 17:12
Visitante assíduo e já deixou 72 comentários.

Adorei o texto e me identifico bastante com ele….. É extremamente difícil, senão impossível manter a promessa de não comprar livros durante um período X. Nunca consegui manter esse tipo de promessa, talvez já tenha reduzido a quantidade de aquisições, mas nunca deixei de adquirir… E, diante de promoções, a aquisição se torna totalmente irresistível….E os títulos não lidos só vão acumulando….. Mas fazer o que?!!!!

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05/06/2013 às 18:04
Visitante assíduo e já deixou 12 comentários.

O item tem 3 é o pior com certeza, não consigo explicar o que é isso que tenho em relação aos meus livros, sou compulsiva ao extremo! Adorei o post e concordo com cada item!

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05/06/2013 às 21:58
Visitante assíduo e já deixou 13 comentários.

Que texto lindo! O autor conseguiu descrever com todas as palavras tudo que eu sinto em relação aos meus livros. Tenho que admitir que, sou uma compradora compulsiva de livros. Acho que tenho tantos livros ainda não lidos, que não precisarei comprar novos até ano que vem… SÓ QUE NÃO. Já tenho uma lista enorme de livros que quero comprar, e a cada dia ela aumentar muito, muito mais! Adorei o post! Bjoxxx
Thatiane Teixeira postado recentemente..Postura na hora da leitura é fundamentalMy Profile

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05/06/2013 às 22:17
Você já comentou 8 vezes.

Que texto maravilhoso! O autor explorou muito bem essa paixão e, as vezes, até devoção, que os livros nos trazem. E que venham sempre mais e mais livros para nossas bibliotecas particulares!!
Carol Marchesin postado recentemente..SELO/TAG: Discover New BlogsMy Profile

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05/06/2013 às 22:46
Visitante assíduo e já deixou 71 comentários.

Muito bom o texto e as fotos se encaixaram perfeitamente.
O item 4 é uma verdade na vida de cada leitor.

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06/06/2013 às 22:35
Visitante assíduo e já deixou 59 comentários.

Que lindo o post, o apego inesplicavel é disso que sofro, não gosto de emprestar não gosto que venham em casa e fiquem pegando neles rs,
O que mais me identifiquei foi o dom de esquecer..eu esqueço rapido dos detalhes do livro, isso é horrivel principalmente nas series, tem algumas que demoram muito para sair e dai eu perco muito coisa…
lindo post,
beijos.

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07/06/2013 às 11:22
Visitante assíduo e já deixou 65 comentários.

òtimo artigo, eu sempre gostei de ler desde de criança, eu me coloco no mundo da narrativa, desejo o bem para alguns personagens, o mal para outros e nooossa tenho o hábito mesmo de ler, termino um livro pensando no próximo que vou ler!! Fico feliz, choro, sofro, fico deprê, junto com os personagens!!

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07/06/2013 às 12:14
Visitante assíduo e já deixou 110 comentários.

Amei, amei! Super completo em informações e curiosidades, além de se aproximar do leitor – ei, ei, tem alguém como eu por aí, não estou sozinha na minha loucura pelos livros, hahaha!
Comecei a ler antes de aprender, rsrs, sério, eu ficava adivinhando a história por trás da simagens até mamãe sentar comigo pra ler… Depois passei até a reler os livros da escola nas férias, aqueles que mais gostava… Coleção Vagalume tem boa parcela de culpa pelo meu interesse pelas boas histórias, li quase todos…
Estou sem espaço para mais livros… e sem grana para uma estante adequada à minha compulsão, haha… então tenho livros sobre livros, tadinhos!
Antes eu anotava em livros, hj tenho muito cuidado e critério… só mesmo os de estudo!
E sobre esquecer… ah, minha memória é flash: leu-esqueceu, rsrs.. então posso facilmente reler um livro – até sei como a historia acaba, mas a trama toda será sempre uma novidade pra mim, rsrs…

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07/06/2013 às 14:28
Visitante assíduo e já deixou 11 comentários.

“… o tempo dedicado a ela se torna escasso e passamos a comprar mais livros do que somos capazes de ler…”

E não é que é verdade!! rsrs
Mas é incontrolável, não é mesmo!?
Quem dera que tivéssemos mais tempo para ler os livros que temos em nossas “bibliotecas”!

Amei o artigo, Brenda!! As imagens ficaram muito boas!!

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07/06/2013 às 19:44
Visitante assíduo e já deixou 23 comentários.

Caramba, esse texto é tão eu! :D
Tenho o prazer da posse, depois me sinto culpada por ter tantos livro sem ler (e que precisaria de mais uma vida para ler todos que quero) e que não tenho mais espaço para acomodá-los!
AMO meu livros, mas já aprendi a praticar o desapego… agora empresto (pra quem sei que vai cuidar) e troco também.
Só não troco os que são favoritos e quero reler um dia.
Com certeza, faço parte do grupo que tratam seus exemplares com reverência. São meu xodós! *.*

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07/06/2013 às 19:54
Visitante assíduo e já deixou 31 comentários.

“Os acumuladores de livros podem ser divididos em dois grupos. Alguns tratam seus exemplares com reverência. Outros encaram os livros como meros objetos de estudo e trabalho. Os membros do primeiro grupo tentam manter ao máximo o estado de conservação das obras. Ao abrir um volume da coleção de um deles (com a devida autorização do dono, acompanhada de instruções de manuseio), é difícil notar traços de contato com mãos humanas. Os elementos do segundo grupo são facilmente reconhecidos por suas estantes cheias de exemplares castigados pelo uso e repletos de anotações.”
Texto divino! Muito obrigada por artilhá-lo conosco, Brenda! E sobre ao trecho acima, creio que eu sou um pouco dos dois, ciúmes dos meus livros eu tenho bastante, em compensação, gosto de rabiscá-los vez ou outra. Adorei o post, apenas verdades postas no papel (ou na tela, mais especificamente), que eu definiria em apenas uma palavra: Excelência!

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12/06/2013 às 14:33
Visitante assíduo e já deixou 223 comentários.

Amei o texto e me identifiquei muito! Amo os livros, o cheiro, tudo.
Difícil é ficar sem a leitura, difícil a promessa de que esse mês não vou comprar nenhum, sempre acabo pegando pelo menos um rs.
Lindo, lindo ….
Fernanda Yano postado recentemente..Dane-se a fila, texto de CarpinejarMy Profile

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13/06/2013 às 20:05
Visitante assíduo e já deixou 62 comentários.

Me identifiquei muito com o número 6, pois adoro repassar algumas páginas e lembrar em que momento eu li aquele livro e o que achei a primeira vez que o li.
Nossa o texto traduz muito o sentimento de quem é apaixonado por leitura como nós.
Aline Gonçalves postado recentemente..O Hipnotista – Lars KeplerMy Profile

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16/06/2013 às 11:27
Visitante assíduo e já deixou 30 comentários.

Amei o texto! Muito bom você ter compartilhado aqui.
O item 2 tem tudo a ver comigo, só com algumas diferenças. É que no meu caso, comecei a ler os livros da biblioteca e deixando os meus de lado. Nisso foi acumulando uma lista enorme de livros que tenho pra ler na minha pseudoestante (sim, ainda não tenho um lugarzinho só pros meus livros ):).

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18/06/2013 às 12:11
Visitante assíduo e já deixou 29 comentários.

Concordo totalmente contigo Bren! Cada livro que leio se torna parte de mim, é como se eu ganhasse experiência, crescesse, esse tipo de coisa linda acontece só com livros!!!

Beijoca <3
Geovanna Ferreira postado recentemente..No Open Page: Presentes para seu amorzinho – inspirando-se nos livros!My Profile

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18/06/2013 às 12:12
Visitante assíduo e já deixou 29 comentários.

Concordo totalmente contigo Bren! Cada livro que leio se torna parte de mim, é como se eu ganhasse experiência, crescesse, esse tipo de coisa linda acontece só com livros!!!

Beijoca <3

Amei a listinha!!
Geovanna Ferreira postado recentemente..No Open Page: Presentes para seu amorzinho – inspirando-se nos livros!My Profile

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23/06/2013 às 17:08
Visitante assíduo e já deixou 80 comentários.

Muito bom esse texto.
Realmente o vício por livros não é condenado pela sociedade, é até admirado.
E é tão bom tê-los pertinho, a minha coleção ainda é pequena e quase não para em casa, tô sempre emprestado.
Acho que livro deve ser lido, e adoro conversar sobre livros com meus amigos.

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26/06/2013 às 21:58
Visitante assíduo e já deixou 14 comentários.

Oiie
Adorei o post, realmente vale a pena compartilhar com os outros leitores textos tao interessantes!!
A minha pilha d livros nao lidos só faz crescer, mas nao tem jeito, a gente sempre quer mais né..
Adorei o ultimo trecho do texto..
Realmente cada livro q eu leio é uma nova experiencia e sao sempre unicos, msm q as historias sejam do msm estilo..

como nao amar ler????

bjs
Pam Gomide postado recentemente..Sobre o livro: Meu amor, meu bem, meu querido.My Profile

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28/06/2013 às 16:57
Visitante assíduo e já deixou 14 comentários.

Eu simplesmente ameiiii!!! Hoje mesmo acabei tendo uma conversa séria com meu marido, pois o número de livros não lidos está aumentando. Mesmo lendo um livro atrás do outro, ou as vezes até dois por vez, não dou conta. Meu marido disse que só vai me deixar comprar de novo, quando estiver quase acabando de ler todos… (Até parece que aguento)… O lançamentos não param, as promoções parecem intermináveis… kkkkk e sei que vou morrer sem ler tudo que quero… kkkkk oh God.

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29/06/2013 às 15:18
Visitante assíduo e já deixou 65 comentários.

Eu não tinha visto esse arquivo. Adorei cada palavra que ele escreveu. Sempre gostei muito de ler e de viver cercada por livros. Sou fanática por cheiro de livro.

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30/06/2013 às 21:38
Você já comentou 6 vezes.

Estou tentando o desapego mas tá difícil porque não consigo alguém pra trocar, kkk. O motivo 2 eu ignoro totalmente, tento nem pensar na pilha não lida apesar de querer muito mais. #Tenso. Adoreio seu texto, me identifiquei com várias coisas.

Érica Martins
Espiral dos Sonhos
Erica Martins postado recentemente..Chegou Pelo Correio #9My Profile

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